Um Natal diferente, mas verdadeiro!
Uma crônica sobre a realidade das pessoas atingidas pelas enchentes no Espírito Santo na época natalina

Não foi o pior Natal que vivemos... foi o mais significativo, o mais verdadeiro. O sentido do Natal que o capitalismo nos impõe é o materialista, aquele onde a “farra” se faz com bebidas, muita comida e, claro, presentes, que no outro dia, para muitos, são esquecidos...

Nós vivemos, em 2013, o Natal de fato, a verdadeira celebração do nascimento do menino Jesus, quando as famílias se reuniram de forma diferente: famílias diferentes na mesma casa, comendo a comidinha do dia-a-dia e agradecendo por ela; pessoas de diferentes religiões na mesma casa, orando pelo mesmo fim; igrejas com doutrinas diferentes, celebrando um “ecumenismo” diferente.

Reconhecemos neste Natal diferente e inesquecível que não importa se somos do sul, do norte, do interior, do litoral, do campo, da cidade, do centro ou da periferia... somos humanos frágeis e muito pequenos. Aprendemos que a natureza tem força e que não podemos competir com ela. Aprendemos que dinheiro não nos faz melhores ou piores e que, mesmo o tendo, você precisa do outro para te dar a mão. Aprendemos a proteger, além dos nossos familiares, nossos vizinhos, amigos, conhecidos e até desconhecidos, lembrando de cada pessoa que poderia estar em área de risco. Descobrimos que na hora do risco, do desespero, não lembramos da melhor roupa, do melhor calçado, da melhor joia.

Confirmamos que o dilúvio não foi somente uma lenda como alguns ainda teimam em afirmar. Confirmamos que Deus existe sim, que a sua energia é impulsionadora e renovadora de forças capazes de salvar pessoas, sem saber como. Quem moveu as equipes de resgate? Não foi simplesmente sua força física, tão peculiar, foi a força divina que as iluminaram e impulsionaram.

Durante quatro dias, não ouvimos o som dos pássaros, nem o cantar dos galos da madrugada, só ouvimos o barulho da correnteza da água, das máquinas trabalhando nos resgates, dos pedidos de socorro. No quinto dia, as pombas voaram, literalmente, os pássaros cantaram e os galos anunciaram na madrugada que podíamos recomeçar...

Aprendemos também que o menino Jesus deve renascer todos os dias, em todos os momentos de nossas vidas e não apenas no dia 25 de dezembro. Não há dia marcado para deixar Jesus entrar em nossas vidas e habitar em nossos corações. Obrigado meu Deus, nosso Deus, nossa Energia!
Mariane Luzia Folador Dominicini Berger
Comunidade em Itaguaçu
domingo, 29 de dezembro de 2013
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