Estava doente e cuidaram de mim...
Fé Luterana - Diaconia

   Diaconia, para início de reflexão, significa ‘serviço’. É a prática solidária motivada pelo amor cristão, fundamentado no ensinamento e na prática de Jesus Cristo. Cristo ensinou que só é possível o amor a Deus se este amor se estende ao próximo (1Jo 4.20). Trata-se, portanto, da ‘fé em ação’. Cristo ensinou também, pela sua prática, que amar ao próximo consiste em uma ação que propicia dignidade humana e reintegração na sociedade (Mt 9.35 ss).

   O reconhecimento por tudo o que Deus fez e faz pelos seus filhos e pelas suas filhas leva o cristão a retribuir as bênçãos recebidas mediante o serviço desinteressado em favor do seu próximo. Toda pessoa cristã é desafiada a testemunhar o amor de Deus não apenas no discurso, mas, sobretudo, na prática solidária em favor dos mais necessitados, colocando, cada qual, o seu dom a serviço. Isto é diaconia!

   Então, muitas são as possibilidades. Sem dúvidas, uma das mais desafi adoras e importantes, e que é um imperativo bíblico (Mt 25.36), é o cuidado para com as pessoas enfermas, porque se um membro sofre, todos sofrem com ele (1Co 12.26). Segundo Hermann Schauer, ‘Diaconia é, desde a sua origem, sempre a inclinação da Igreja para os lugares mais profundos de miséria’. Certamente, a doença é um desses lugares!

   Quando adoece, a pessoa fica profundamente fragilizada. Na vida, este é um dos momentos em que mais precisamos de apoio, de um ombro amigo, de alguém que seja solidário para com a nossa situação.

   O serviço diaconal começa pela intercessão em favor da pessoa enferma, no culto cristão. Como segundo passo, vem a visitação, por meio da qual é possível colocar-se ao lado da pessoa enferma, ouvir as suas angústias, transmitir-lhe palavras de ânimo e buscar conforto por meio da oração com ela. Entretanto, a simples presença de alguém que se importa com a pessoa enferma já é um importante passo na superação da doença, seja ela física ou espiritual. Um terceiro passo importante no apoio à pessoa enferma é observar se ela está recebendo a devida atenção por parte da família, pois, em muitos casos, pessoas enfermas são abandonadas à própria sorte. Nesses casos, é imprescindível intervir para buscar ajudar a pessoa fragilizada.

   Não se pode esperar a cura cair do céu, ficando de braços cruzados. Deus cuida dos seus filhos e das suas filhas, especialmente quando estão fragilizados e fragilizadas, mas isto não nos isenta de fazermos o que nos cabe.

   É como se diz ‘não adianta orar pedindo por cura e deixar de buscar um tratamento para a doença’. A diaconia, portanto, não pode ser ingênua. É preciso estarmos sempre atentos a situações de injustiça, sempre auxiliando na sua superação.

Para refletir, leia Mateus 25.31-46

Diác. Jianfranco Berger, formado em Diaconia pela Associação Diacônica Luterana (ADL), em Afonso Cláudio/ES, em Teologia pela Faculdades EST, em São Leopoldo/RS, e pós-graduado em Ética pelo Instituto Ecumênico de Pós-Graduação (IEPG) da Faculdades EST. Atua na Paróquia em Rio Possmoser, em Santa Maria de Jetibá/ES
Diác. Jianfranco Berger
Jorev Luterano - Edição de Março de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
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