Natal é presente de Deus para todos nós
“E finalmente, quando a árvore na igreja, e em muitas das nossas casas, está enfeitada, e as velas são acesas, sabemos: A Luz chegou ao mundo!”

O nascimento de Jesus, celebrado no Natal, se tornou nesses mais de 2000 anos, a maior festividade no mundo ocidental, o assim chamado mundo cristão. Na Grande Vitória a movimentação em torno do Natal já começa, pelo menos nos Shoppings, no comércio e nas ruas, no início do mês de novembro. Grandes árvores natalinas, enfeitadas de luzes, símbolos e músicas, que nos lembram o Natal, estão por toda parte e encantam crianças e adultos. Até mesmo os governos e as empresas se esforçam para dar um brilho especial a essa festa, enfeitando ruas, prédios e outros lugares públicos com símbolos natalinos. Tudo sensibiliza e encanta e amolece o coração, especialmente de pais e avós, para comprarem o tão sonhado presente, que as crianças viram na propaganda da televisão. 

Nas casas e igrejas os preparos para o Natal começam, o mais tardar, no primeiro domingo de Advento, que nesse ano cai no dia 02 de dezembro. Muitas famílias preparam para essa época a Coroa de Advento, de preferência com ramos verdes e as quatro velas, acendidas nos quatro domingos que antecedem o Natal. Advento é tempo de espera. A Luz vem... Famílias evangélicas luteranas cantam com seus filhos em casa, e nas comunidades: “Como hei de receber-te...?”, e outros cantos do hinário e das nossas tradições. No interior começa a faxina geral. Estradas e caminhos são roçados, os quintais das casas são capinados, ranchos são limpos e a casa recebe, quando possível, as reformas sempre adiadas. E mais perto do natal as diretorias das comunidades começam a se preocupar. Onde conseguir a árvore de Natal, a mais bonita, para enfeitar o templo? E finalmente, quando a árvore na igreja, e em muitas das nossas casas, está enfeitada, e as velas são acesas, sabemos: A Luz chegou ao mundo! 

E então cantamos: “Cantai cristãos, a Deus louvai, pois hoje abriu o céu” ou ainda “Noite feliz, noite feliz!” e outros tantos hinos que falam tão fundo ao nosso coração. E então, em muitas das nossas comunidades, jovens e idosos apresentam o “Teatro de Natal” e as crianças recebem presentes... É Natal, é festa, é alegria...! 
Mas Natal nem sempre foi assim. Quando Jesus nasceu, contam os Evangelhos, não havia lugar para eles nas hospedarias. A mãe, Maria, acabou dando à luz numa estrebaria, rodeada por José, que com certeza estava com o coração na mão, rezando para que tudo corresse bem... e os animais que lá estavam. 

Era noite. Não tinha luz elétrica. Velas, lamparinas ou tochas talvez. Criança, nascida no meio da insegurança, pobre, excluída. Creio que o primeiro Natal foi assim, para que ninguém de nós, por mais pequeno, pobre, inseguro, à margem da sociedade e do consumo que esteja, se sinta excluído. Ou, seja excluído por nós! Ao lado de Jesus todos e todas tem vez. Até os animais não foram enxotados. Até hoje fazem parte dos nossos presépios. Também eles tem, junto a Jesus, o seu lugar, e precisam ser acolhidos e bem tratados. Ainda na estrebaria Jesus e seus pais recebem as primeiras visitas. Os Evangelhos nos falam dos magos que vem do Oriente. Há dúvidas sobre quem eles foram. Em todo caso, não são parentes de Jesus. Nem fazem parte do seu povo. São os outros, os “estrangeiros”, os diferentes. São “os de fora”, que não fazem parte da “nossa” comunidade, do “nosso grupo”. São os que pensam e crêem diferente de nós. Eles tem lugar junto de Jesus. 

O Governo, quando Jesus nasceu, não enfeitou as ruas. Nem usou o seu nome para fazer a sua propaganda. Pelo contrário! Quando soube do seu nascimento ficou inseguro. Sentiu-se ameaçado de perder poder. Por isso mandou matar todos os meninos da região, de dois anos para baixo. Com medo, José e Maria tornaram-se fugitivos e migrantes com a criança recém-nascida. Saíram da sua terra, do seu país e foram se esconder no Egito, para preservar a vida. Desde o primeiro Natal Jesus compartilha da sorte dos que não tem lugar, dos excluídos, dos migrantes, das crianças, também com aquelas que entre nós, ou ao nosso redor, vivem na insegurança e correm risco de morte. Natal é presente de Deus para todos nós e, por isso cantemos com os anjos: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra aos homens, mulheres e crianças a quem ele quer bem”.

P. Em. Emil Schubert
Jornal O Semeador, Dezembro de 2012 - Edição nº 87
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
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