foto: Paulinho Winterle
Por que batizamos quando criança?
Para refletir, leia Efésios 4.1-7

O Batismo é graça de Deus, que vem ao nosso encontro, nos abraça, nos chama pelo nome, faz de nós sua propriedade. Somos seus filhos e suas filhas. Na IECLB, batizamos crianças (embora essa não seja uma regra obrigatória), para dar testemunho da fé que temos - de que Deus nos acolhe por sua graça amorosa, sem que esta tenha que ser conquistada por qualquer iniciativa da nossa parte. Batizamos em obediência à ordem dada por Jesus Cristo (Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os...) e, como Comunidade, nos empenhamos para que também a segunda parte dessa ordem (...ensi- nandos a observar tudo o que ordenei a vocês...) seja cumprida.
O Batismo é o início da caminhada de fé, o primeiro passo. Como pai e mãe e como comunidade cristã, assumimos o compromisso de regar e cuidar dessa semente que é plantada na vida da criança no dia do seu Batismo. Somos responsáveis – e aqui entra também a tarefa de Padrinhos e Madrinhas, para que a criança cresça sentindo a presença de Deus em sua vida. Com as histórias bíblicas, adubamos a terra para que a semente da fé possa germinar e crescer. A prática da oração ajuda a criança a assimilar que Deus é o bondoso amigo que nos ouve, que nos dá o alimento de cada dia, que olha por nós com carinho de pai e amor de mãe.
Batizar crianças é a expressão maior da confiança na graça de Deus. Assim também testemunhados que não somos feitura de Deus pelo nosso intelecto, mas pelo amor Deus. A obra de Deus é única. Não pode ser refeita. O Batismo é único. Vale para toda a vida. Ao sermos batizados, independente de dias, meses ou anos de vida, nos tornamos parte da grande família de Deus e esta dádiva, em hipótese alguma, perde a sua validade. Pertencemos a Cristo pelo Batismo. Pelo Batismo, tomamos parte na sua morte e na ressurreição. Isso não é mérito nosso, é dom de Deus.
O Batismo pode e deve ser rememorado. Lutero dizia que ´Vida cristã outra coisa não é que diário Batismo´. É, portanto, um refletir diário sobre a nossa vida a partir do Evangelho de Jesus Cristo e essa reflexão precisa caminhar para a prática. Assim, concluía Lutero, se vivemos na penitência, vivemos no Batismo e, se vivemos no Batismo, a nossa vida é uma contínua penitência. Onde há vida verdadeira pelo Batismo, aí há também salvação (Mc 16.16).
Eu sou batizado, batizada! é a frase que faz parte da nossa vida de fé. Lutero a tinha entalhada em sua escrivaninha para se fortalecer em situações de angústia. Eu sou batizado é certeza que deve estar entalhada no nosso coração para que possamos viver a beleza de sermos abraçados diariamente por Deus nas nossas angústias e nas nossas alegrias.
Pastora Sandra Helena Fanzlau
Jornal Jorev - Edição de Junho/ 2012
sábado, 21 de julho de 2012
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